Sesc Mato Grosso inaugura novo espaço no Shopping Estação

Expandindo as fronteiras, a Estação Sesc é o novo espaço do Sesc Mato Grosso, que será inaugurado no Shopping Estação, em 20 de maio. O local promete ser referência da cultura artesanal mato-grossense, reunindo a diversidade cultural, representada por peças produzidas por artesãos dos quatro cantos do estado, com diferentes saberes, técnicas e matérias-primas.

O estado de Mato Grosso tem uma grande e diversificada produção artesanal, porém os artesãos têm poucos espaços de oferta ou comercialização direta desses produtos, que trazem em si um valor histórico dos modos de fazer e de viver das populações tradicionais, bem como as artes manuais mais modernas.

Por isso, ao inaugurar a Estação Sesc, a instituição reafirma seu papel de difusora e fomentadora do artesanato e da cultura mato-grossense, e ao abrir mais um espaço de comercialização das peças produzidas artesanalmente, garante a subsistência de 210 artesãos que hoje fornecem suas peças para venda nas unidades do Sesc. Reafirmando o objetivo do Sesc de contribuir para a difusão da produção cultural, e a sua missão em contribuir para o bem-estar social e a qualidade de vida da comunidade.

A Estação Sesc disponibilizará peças em tecelagem, cerâmica, madeira, arte-indígena e culinária, produzidas por talentosas mãos de artesãos que fabricam em pequena escala, de modo manual e dentro de um ambiente familiar. Cada peça produzida é única e traz consigo histórias, valores, crenças e culturas.

Na Tecelagem podemos citar desde as redes mato-grossenses, caminhos de mesa, tapetes, jogos americanos, dentre outros. Todos tradicionalmente confeccionados com fios de algodão, em teares verticais de madeira, tradição herdada da cultura indígena do povo Guaná, no qual fio a fio as peças vão sendo produzidas. Essas peças recebem o nome de lavradas, ou seja, ao mesmo tempo em que se urde o tecido, as figuras vão sendo formadas dos dois lados, se diferenciando das peças feitas com a técnica do bordado que possui o avesso. Também há peças tendo o tecido como matéria prima, que é o caso dos trabalhos realizados pelas bordadeiras da Chapada dos Guimarães, como cachecóis, panos de prato, bastidores, bolsas e porta-guardanapos. Além do minucioso trabalho feito pelas arpileiras do município de Poconé, que a partir de retalhos de tecidos costurados em um pano de fundo, constroem telas com temas que vão desde a cultura popular às paisagens do pantanal.

As peças de Cerâmica confeccionadas a partir do manuseio do barro, com ou sem o instrumento de “torno”, possuem diferentes técnicas de elaboração, esmaltação e temperaturas de queima. Os ceramistas produzem desde utensílios a peças decorativas que traduzem o modo de viver do artesão mato-grossense. Sendo algumas técnicas mais tradicionais como as peças da comunidade de São Gonçalo Beira Rio, e outras com um aspecto mais moderno, porém todas feitas manualmente uma a uma, por isso a não existência de uma simetria perfeita. Cada peça é única.

Seguindo uma tradição local, também é grande o número de peças produzidas em Madeira. Sendo que atualmente a mais utilizada é a Teca, pelo fato de ser uma madeira leve e macia o que facilita o entalhe das peças, mas isso pode variar conforme o tipo de peça a ser produzida e disponibilidade de matéria prima. Atenta-se para o fato de que toda madeira usada segue critérios de cuidado ambiental, respeitando a natureza e evitando uma coleta predatória. Dentre os trabalhos, se destaca a tradicional viola de cocho, símbolo maior da cultura mato-grossense e presente nas Festas de Santos como também nas danças regionais como o Siriri e Cururu. Também temos esculturas sacras e os animais lapidados em madeira que representam a fauna brasileira e em especial do pantanal, como outras peças tanto de uso prático como decorativo: porta-lápis, portas-guardanapo, vasos, cachepôs, jogos, etc.

A Arte-Indígena é produzida e entregue por membros das diferentes etnias presentes em nosso Estado. São peças utilizando variadas técnicas, materiais, estilos e usos. As peças de cerâmica produzidas pelos povos originários (Chiquitano, Kalapalo, Karajá, Rikbaktsa, Terena, Umutina e Waurá), como potes e panelas, de uso cotidiano, assim como peças com cunho decorativo, esculturas, vasos, dentre outras. Entre as diversas etnias indígenas, destacam-se as técnicas de trabalho com matéria-prima de origem vegetal como a madeira, utilizada na fabricação de remos, bordunas e arcos. As sementes são furadas para serem empregadas na elaboração de colares, pulseiras, enfeites, etc. Cordas feitas com palha de buriti, utilizadas para fazer cordões para os colares, como também para realizar o trançado das redes de dormir. E toda uma infinidade de cestarias e esteiras feitas com palha natural de diferentes plantas. Também encontram-se biojoias como colares, pulseiras, brincos, anéis, dentre outros.

Temos ainda itens com outras características, como camisetas, bonés e chapéus com gravuras variadas de temas regionais, bordadas ou adesivadas à máquina.

Representando nossa Culinária, podemos destacar os doces e licores, que  representam os hábitos alimentares compartilhados e arraigados dentro de uma comunidade, às receitas são passadas de geração em geração, e hoje, produzir esses tradicionais doces de modo artesanal é de suma importância para demonstrar o que temos de melhor em nossa cultura, referência importante de nosso patrimônio imaterial. 

Serviço:

Estação Sesc

Inauguração: 20/05, às 17h.

Horário de funcionamento: a partir de 21/05, de segunda a sábado, das 10h às 22h e domingo, das 14h às 20h.

Local: Shopping Estação, Piso L2.